quinta-feira, 10 de maio de 2012

E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele, Lc 8:1

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Que maravilha ouvir o próprio Jesus Cristo anunciando o evangelho! No entanto, não era a todos da multidão que o seguia que era dado a conhecer as coisas do reino de Deus. Pois, entre eles havia muitos que apenas o seguia, mas verdadeiramente não estavam interessados no que Ele anunciava. A estes Jesus falava por parábola. Parábola = Narração alegórica que contém algum preceito moral.

E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábola:
Um semeador saiu a semear a sua semente e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram; E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade; E outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram; E outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, a cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Lc 8:4-8.

No entanto para aqueles que tinham realmente interesse e o privilegio ouvir o que Jesus explicava, ficava claro que entre os outros que ouviram tinham aqueles que estavam lá somente por estar; e certamente não iriam se tornar verdadeiros seguidores do evangelho. - E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta?
E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam.
Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus; E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo; E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas creem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição; E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança. Lc 8:9-15.

Lendo a explicação da parábola do semeador, fica claro porque até hoje continua existindo os mesmos tipos de ouvintes quando se anuncia o evangelho do reino de Deus. O que acontece em verdade, é que em todas as épocas e locais onde se anunciou o evangelho, poucas sementes caíram de fato em boas terras! Ou quando não, o que há é que sequer quiseram entender de fato a diferença entre o mundo e o reino de Deus. Eu particularmente penso que muito ao invés de buscar como se chega ao reino, se pudesse adaptaria o reino ao mundo em que vivem. Quer agir como se fosse possível evitar que a luz do evangelho não venha prevalecer contra a escuridão que assola o mundo: "Ninguém acende uma candeia e a esconde num jarro ou a coloca debaixo de uma cama. Pelo contrário, coloca-a num lugar apropriado, de modo que os que entram possam ver a luz.
Porque não há nada oculto que não venha a ser revelado, e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz. Lc 8:16-17.

Outra característica interessante da parábola do semeador está no fato de que Jesus compara o reino de Deus a uma plantação de milho. Ele sugere que haverá um momento em que ainda que muitos não desejem ou queiram entender, a palavra ira frutificar e por fim chegará a hora em que muitos serão impactados pela sua verdade: - E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra.
E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como.
Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga.
E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa. Mc 4:26-29.

Por isso que mesmo enfrentando lutas, sabendo que muitos não “estão nem ai” para o reino de Deus, eu e todos os verdadeiros cristãos seguidores de Jesus Cristo, não podemos esmorecer e nem sequer pensar em desistir de anunciar o evangelho do reino de Deus, o qual nos foi ensinado por Jesus e por Ele a nos confiado que continuasse anunciando a todos os povos. E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Mc 16:15.

Talvez em todo o evangelho o mais importante na vida de um cristão está na obediência desta comissão. E infelizmente, nela também recai a maior parte da negligência dos que querem ensinar o evangelho de Cristo, sem que, contudo, apresente aos ouvintes o quão pesada foi a cruz que Jesus teve que carregar por cada um. Para que agora não queiram compartilhar também do que a de vim em perseguições, criticas, ofensas, lutas que ainda assim não se compara ao preço que Ele o Cristo já pagou com o seu sangue.

Como o profeta Isaias a aproximadamente 750 anos antes descrevia como seria sua morte, podemos ver que nada se compara em dor ou sofrimento humano. Ainda que  venhamos  a lamentar alguma tribulação, nada se compara ao que Jesus inocente, sem pecado mas por muito nos amar passou:

Quem creu em nossa mensagem e a quem foi revelado o braço do Senhor?
Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos.
Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.
Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele à iniquidade de todos nós.
Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.
Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado.
Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido qualquer violência nem houvesse qualquer mentira em sua boca. Is 53:1-9.

Por isso meus queridos (as) que não por contender, ofender, contestar, ridicularizar que quando afirmo não haver nada que se preste neste mundo para substituir a Jesus Cristo como mediador entre o homem e Deus. Se o que escrevo e mostro está à luz da Bíblia, então é verdade que somente Ele Jesus foi capaz de fazer, mesmo sabendo de tudo que haveria de Ser e também Sofrer. Então, não estou sendo contencioso. - Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito:
"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor".
Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir". Lc 4:17-21.

Assim como foi, também será cumprido tudo daquilo sobre o que ainda se ouvirão das escrituras, enquanto houver quem a anuncie.

Em Nome de Jesus Cristo

Amém.

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